Regras do CFM no marketing médico: veja o que pode e o que não pode

A Resolução 1.974/11 estabelecida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) é determinação responsável pelas regras de publicidade envolvendo os médicos e suas especialidades. De acordo com as normas estabelecidas pelo órgão, os médicos devem seguir um modelo disciplinar no marketing médico de suas atividades como empreendedores ou não, sendo o objetivo destas regras manter o princípio ético da profissão.

Neste post vamos falar sobre o CFM no marketing médico e como essas regras são definidas. Você irá encontrar nesta matéria o que é o CFM, quais as especialidades médicas são regidas por essas regras, as regras do marketing para os médicos que trabalham em sociedade, dentre outros pontos de suma importância ligados ao assunto. Confira tudo isso a seguir!

Médico segurando estetoscópio

O que é CFM?

O CFM (Conselho Federal de Medicina) é o responsável pelas regras existentes no marketing médico no Brasil. O conselho tem o poder de aperfeiçoar as regras e mantê-las dentro de uma temática na abordagem de cada tópico. O objetivo principal deste conjunto de regras é defender o decoro relacionado com a profissão de médico no Brasil e manter o equilíbrio entre a publicidade e a segurança do profissional, assim como a segurança da sociedade em geral.

Como o CFM lida com as propagandas?

De acordo com primeiro artigo lançado pelo conselho, toda e qualquer propaganda, anúncio ou publicidade é o ato de comunicar-se com o público por meio de divulgação, no ato de sua atividade, com ou sem a participação do médico. Ou seja, de acordo com o conselho todo os médicos já fazem propaganda a partir do momento que exercem a profissão e atendem as pessoas, fornecendo atestado, aviso, boletins, receituário, formulário, declaração, dentre outros documentos.

*Vídeo do Dr. Alan Landecker

O médico pode anunciar suas especialidades?

Todo médico tem o direito de anunciar suas especialidades. Os médicos só podem anunciar a especialidade registrada no CRM local com RQE. Porém, de acordo com o Decreto Lei 4.113/42 todo médico é proibido de anunciar mais de duas especialidades simultaneamente.

Ou seja, se o médico for Pediatra e Cardiologista ele pode anunciar as duas especialidades ao público, mas, se esse médico for Pediatra, Cardiologista e Neurologista, ele só pode anunciar duas especialidades ao público. Neste caso, ele deverá anunciar as duas especialidades que estão incluídas em sua estratégia de marketing e omitir as outras, conforme determina o CFM.

O que o RQE tem haver com o CRM?

O RQE é o Registro de Qualificação de Especialista. Quando um médico se forma ele recebe o CRM (Conselho Regional de Medicina) que é o seu registro médico genérico de Clínico Geral. Portanto, quando um médico se forma ele passa a fazer parte do CRM e quando ele se especializa ele recebe o registro RQE. É importante sabermos isso para entendermos melhor como as regras do CFM funcionam e o que significa cada sigla.

Como funciona o marketing médico em relação a uma sociedade?

De acordo com o CFM, todo médico pode fazer parte de uma sociedade laboral que tenha relação com sua especialidade médica. Neste caso, um médico especialista em cardiologia só pode fazer sociedade com outros médicos da mesma especialidade.

Os quatro pontos mais importantes do CFM

O marketing médico possui diversas regras que devem ser estudadas pelos médicos ao lançar uma estratégia de marketing. Essas regras têm se firmado cada vez mais como algo indispensável e imprescindível para as muitas prestadoras de serviço médico no Brasil.

Devido a alta concorrência, essas regras podem ficar cada vez mais justas na hora de traçar uma estratégia de marketing mais agressiva. Sendo assim, diversas clínicas têm um certo receio em divulgar seus serviços com medo da regulamentação do CFM.

Então, vamos esclarecer os quatro pontos mais importantes das regras do CFM que de certa forma engloba toda a estrutura do que prega o conselho:

1. Não utilize tom sensacionalista nas propagandas

De acordo com o CFM, qualquer divulgação de uma clínica ou consultório, seja ele de iniciativa privada ou não, não pode conter um tom de autodenominação como “a melhor clínica ou consultório”. Ou também, não pode ser utilizado “a única” clínica ou consultório capaz de… Esses são alguns dos exemplos de autodenominar sua atividade e o empreendimento médico como melhor que a concorrência.

No marketing médico, a clareza, a coerência e a informação devem sempre ser a base das estratégias lançadas ao público. O marketing médico deve se preocupar em munir a sociedade com conhecimento adequado na hora de buscar por um profissional especializado ou não.

2. Nunca utilizar imagens de pacientes no marketing médico

A utilização de imagem no marketing médico é permitida, desde que não seja imagens de pacientes. O CFM determina que é estritamente proibido usar imagens de pacientes em uma estratégia de marketing. Mesmo que o paciente autorize a divulgação de sua imagem, ainda assim fica proibido esse tipo de abordagem.

Um exemplo bem comum deste tipo de estratégia utilizada em outras indústrias é a imagem de pessoas com o “antes e depois”. Para o CFM esse tipo de abordagem é antiética e só pode ser utilizada internamente, em congressos e estudos médicos.

3. O perigo das propagandas enganosas

O médico deve ter a atenção redobrada quando o assunto é parcerias ou sociedade com clínicas e outros profissionais do ramo, assim como o envolvimento com marcas de produtos e serviços. Neste caso, o que o CFM prega é para que os médico tomem cuidado para não veicular o seu nome profissional a produtos, serviços, marcas ou profissionais que possam ser duvidosos.

Isso pode prejudicar a carreira do profissional que terá que se defender diante do conselho. Esse ponto das regras do CFM também valem para informações divulgadas no site e em redes sociais do profissional. Antes de postar um conteúdo informativo para o seu público-alvo, o médico deve verificar se as informações e todos os dados contidos são verdadeiros.

4. Deixe claro a importância da presença do paciente na consulta

Devido ao advento da internet e da grande oferta de conteúdo, as pessoas podem pesquisar por diversas informações e tomar suas decisões com base neste dados. Desta forma, muitas pessoas fazem uma autoavaliação do seu estado de saúde e decidem se medicar ou se tratar com as informações obtidas em pesquisas. Devido a isso, o médico deve impor o seu papel como autoridade especializada no assunto e deixar claro que a presença do paciente em uma consulta é fundamental para tratamentos e prescrições.

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